Novos formatos de jornalismo é tema de palestra no The Wall Break

Telejornalismo em tempos de pau de selfie em palestra foi debatido pelo editor-chefe do DFTV na UCB

Na noite de estreia do The Wall Break, o editor-chefe do DFTV, Esdras Paiva, realizou palestra com o tema Telejornalismo em tempos de pau de selfie. Paiva falou sobre como o avanço da tecnologia alterou a maneira de fazer jornalismo e como os novos mecanismos facilitam a disseminação da informação. “Os novos equipamentos e o avanço da tecnologia mudaram a maneira de abordar um determinado tema com agilidade e uso de novos formatos”, afirmou.

Como editor-chefe, Paiva percebeu que, em três anos, a participação dos telespectadores aumentou consideravelmente na produção de pautas. Pensando nisso, o quadro “Sem Noção” foi criado, em que as filmagens são feitas pelos celulares dos próprios telespectadores em situações diversas. “Essa nova forma de trazer a informação não seria aceita há uns cinco anos porque na redação sempre prezamos pela qualidade e por esse motivo descartaríamos essa possibilidade. O quadro ‘Sem Noção’ é a quebra de paradigmas”, destaca.

A aluna do quinto semestre de jornalismo da Universidade Católica de Brasília, Raphaella Torres, avalia o contexto de convergência de mídias: “Estamos sempre conectados, já nascemos nessa época, e a TV sabendo lidar com esse panorama é um ponto positivo”.

No Distrito Federal os relatos da insuficiência de mobilidade pública são frequentes. Pensando nisso e em toda facilidade de filmagens por aparelhos celulares, o DFTV trouxe ainda um novo quadro: o “Desafio do Busão”, em que os próprios funcionários da emissora mostravam o percurso entre a casa e o trabalho para destacar as dificuldades da trajetória.

Para o editor-chefe do telejornal, mesmo que a ferramenta seja acessível, é necessário estar atento aos princípios jornalísticos, como a apuração. Verificar a procedência das informações passadas pelos telespectadores é um dos cuidados que os jornalistas em tempo de selfie devem ter. “As novas ferramentas trazem facilidades, mas não suprem o trabalho do profissional de apurar e se preocupar com a autenticidade da informação”, pondera.

André Baioff para a Olfato Comunicação
Edição de Isabela Menezes da Olfato Comunicação
Edição final Professora Fernanda Vasques

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